Ilhas
| Em Peruíbe há nove ilhas e uma laje
marinha espalhadas na faixa costeira. Destas, sobressai-se
a Ilha da Queimada Grande ou “Ilha das Cobras”, é um excelente
atrativo para mergulho submarino, pois há dois navios afundados
na área. |
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Ilha de Peruíbe: Localizada na latitude 24021’08" Sul e longitude 47058’09" Oeste, numa área de 20.250
metros quadrados, distante da costa cerca de 800 metros. Não
tem praia, nem condições para atracagem, sendo bastante freqüentada
para a pesca amadora de arremesso e mergulho. O tipo de fundo
é de areia, não oferecendo abrigo dos ventos, tampouco água
potável. Sua altitude é de 58 metros com vegetação arbustiva
densa de Mata Atlântica, possuindo campo graminoso
e costa rochosa.
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Ilha do Guaraú: Localizada na latitude
24023’ Sul e longitude 46059’ Oeste, numa área
aproximada de 184.655 metros quadrados, distante da costa
700 metros, sendo sua altitude máxima de 65 metros. A condição
de atracabilidade é boa para embarcações pequenas / fundeio,
não possuindo praias nem água potável, apresentando ainda
ondas médias ao largo. É bastante procurada para a prática
de pesca amadora de arremesso e mergulho. Abriga um farol
para auxílio à navegação, sendo local de referência para a
ancoragem de embarcações pesqueiras. Na ilha, encontra-se
vegetação de restinga com a composição florística descrita
acima, porém possui ainda árvores que chegam de 10 a 15 metros
de altura, sendo Symphonia globulifera e Calaphyllum brasiliense
(guanadi) as espécies mais comuns. A camada de detritos
no solo é espessa e, em épocas de chuva, alguns centímetros
de água podem cobrir o chão. Certas palmeiras são características,
como o palmito e a uva-do-mato. O chão é forrado por bromélias,
e associadas às árvores há uma infinidade de epífitas.
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Ilha Queimada Pequena: Localizada na latitude 24022’ Sul e
longitude 46000’ Oeste, numa área aproximada de 40.000 metros
quadrados, distante da costa cerca de 17 Km. Não possui
praia, nem água potável não oferecendo abrigo aos ventos e
vagas. O local é procurado para prática de pesca amadora de
arremesso e mergulho. A vegetação é arbustiva e densa, costa
rochosa e altitude máxima e 60 metros de altura. A ilha integra
a Estação Ecológica dos Tupiniquins, desde julho de 1986 (Decreto
Federal 92.964/86), é também Área de Relevante Interesse Ecológico
(Decreto Federal 91.887/85).
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Ilha Queimada Grande: Latitude:24°29' S Longitude:46°40' W, numa área aproximada
de 230.000 metros quadrados, distante da costa cerca
de 8 Km. As condições de atracabilidade são favoráveis para
ancoragem. Não possui praia, nem tampouco água potável, sendo
que a vegetação é arbustiva e densa. É comum a pratica de
pesca amadora de arremesso e mergulho. Conta ainda com variadas
espécies de peixes como garoupas, budiões e caranhas. Ao sul,
no Parcel de Fora, com profundidades variando entre 3 e 30 m, circulam os peixes maiores, muito cobiçados
pelos caçadores. Há, ainda, no local, um farol para auxílio
à navegação, sendo a altitude máxima de 1,90
metros. Esta ilha também é conhecida como Ilha das
Cobras e o desembarque não é aconselhado devido ao elevado
número de cobras Jararaca Ilhoa -. É considerada, no meio científico, como o maior serpentário
natural do mundo. Em 05/11/85 foi tombada como Área de Relevante
Interesse Ecológico - ARIE (Decreto Federal 91.887). As águas
do entorno da ilha são bastante claras e possibilitam uma
visibilidade de 30 a 40 metros.
Na face oeste existem dois navios
naufragados. Próximo ao Saco das Bananas estão os destroços
Rio Negro, sendo encontrado a profundidades que variam de
8 a 20 m. Em 17 de julho de
1893, naufraga na Ilha Queimada Grande o navio mercante a
vapor chamado Rio Negro pertencente ao Lloyd Brasileiro. O
navio, construído em 1872, era um vapor de pequeno porte,
cerca de 450 toneladas, naufragou por ter se chocado com a
ilha, devido ao mau tempo, ficando a uma profundidade de 12
a 18 metros. Em 30 de agosto de 1933, naufraga na Ilha Queimada
Grande o navio mercante inglês pertencente ao Lloyd Brasileiro,
de nome Tocantins, construído em 1901, com 116 metros
de comprimento e 4.113 toneladas de deslocamento. Logo depois
da meia noite de 30 de agosto de 1933, a estação de rádio
da Agência do Lloyd Brasileiro em Santos, recebia o seguinte
radiograma: Naveloyd - Santos - Tocantins bateu encalhada
Queimada Grande uma hora cerração fechada porão um e dois
fazendo água - Tocantins Assim soube-se do que estava acontecendo
ao navio de carga, construído pela J.Blummer & Co.
O Tocantins que procedia do Rio Grande, em sua rota habitual
da linha norte até Manaus, havia deixado o
porto de Paranguá, com destino a Santos, onde deixaria parte
de sua carga de alimentos e madeira. Devido a uma espessa
cerração que se abatera pela costa paulista, não pôde ver
as luzes do farol automático instalado no alto da ilha, que,
por sua posição a 90 metros de altura, deveria ser visto até
a uma distância de aproximadamente 20 milhas. Assim que chegou
a notícia e a Agência do Lloyd do Rio de Janeiro foi informada,
foram enviados em seu auxílio o rebocador São Paulo,
que partiu de Santos e o rebocador de alto-mar Comandante
Dorat, que partiu da Guanabara, além do
cargueiro Pará que mudou sua rota atendendo ao apelo de S.O.S.
O encalhe deu-se com a proa na ponta Norte da ilha com condições
de mar calmo e foram claras as expectativas iniciais de salvar
a embarcação, pois seu comandante, o Capitão de Longo Curso
A. Catramby, expediu mais quatro radiogramas. Demonstra este
intento quando diz desnecessário auxílio Pará sendo indispensável
auxílio rebocador Dorat e quando pede: dois mil tijolos, cinqüenta
barricas de cimento, cem barricas de areia, três carpinteiros,
três pedreiros, dez quilos de pregos três polegadas e duzentos
quilos de carne fresca. Pouco tempo depois, as condições
climáticas mudaram, caiu um forte temporal do quadrante sudoeste
fazendo com que as condições do mar mudassem drasticamente
e, com isso, o Tocantins moveu-se de onde estava e começou
a afundar. Inicialmente eram três metros de água que invadiram
os porões e com a mudança de posição tornou-se obrigatório
o abandono dos postos na casa de máquinas e porões. Em seu
radiograma o comandante Catramby afirmava julgo-o perdido
aguardo auxílio Pará. Pelas 5 horas da manhã do dia 31, a
estação de rádio da Ponta da Praia recebia a mensagem, vinda
do vapor Pará, de que a estação Tocantins deixara de falar.
A tripulação foi resgatada e levada ao Rio de Janeiro pelo
rebocador Comandante Dorat sendo o casco abandonado. O naufrágio
não deixou vítimas, apenas a perda da embarcação e carga,
mas criou um dos pontos de mergulho mais freqüentados do litoral
sul do Estado de São Paulo. Atualmente grande parte da estrutura
do Tocantins já desapareceu, sua profundidade varia dos 6
ais 22 metros e pode ainda ser visto as caldeiras (que forneciam
350 n.h.p.), o eixo, muitas vigas, chaparias, tubulações e
uma de suas âncoras. Estas estruturas já foram incorporadas
ao fundo tornaram habitat de variada fauna tornando ainda
mais interessante os mergulhos.
A partir dos 6 m já dá para ver a popa e a casa das máquinas,
a proa está a 24 m.
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Ilha do Boquete: Localizada na latitude 24024"5’ Sul e longitude 47000" Oeste, numa área aproximada
de 10.000 metros, distante da costa apenas 500 metros. As
condições de atracabilidade servem apenas para ancoragem,
não possui praia, nem água potável, e as ondas são médias
ao largo, sendo que todos os tipos de vento são predominantes.
A vegetação é arbustiva de restinga com presença de Mata Atlântica,
campo graminoso e, ainda, costa rochosa. Tem uma regular freqüência
de pesca amadora de arremesso.
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Ilha do Guararetama: Localiza-se
de fronte à praia do Guaraú, com uma área de 1.000 metros
quadrados, de só é possível a ancoragem.
Trata-se de uma laje com pouca vegetação, ondas médias, onde
se pratica a pesca amadora de arremesso e o mergulho.
O tipo de fundo é areia, não tem água potável e não oferece
abrigo dos ventos.
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Ilha do Ameixal: Ilha fluvial "volta morta", localizada no rio do Una, com uma área de 400
hectares. O tipo de fundo é de lama, sendo coberta por densa
vegetação de mangue. Situa-se no interior da Estação Ecológica
Juréia Itatins e, ainda, na Área de Relevante Interesse Ecológico,
estando nas proximidades do vilarejo da Barra do Una.
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Lage do Parnapuã: Numa
área de 10.000 metros quadrados, a 900 metros
da costa, completamente rochosa e sem presença de vegetação.
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Ilha do Bigode: Localiza-se no rio Guaraú, dentro dos
limites da Estação Ecológica Juréia-Itatins, numa área aproximada
de 100.000 metros, sendo de propriedade pública. Tipo de fundo
é de lama. Possui dois tipos de vegetação: manguezal e restinga
Em seu interior há um sítio arqueológico de "sambaqui". |
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